Autor: Filipe Manuel Neto
**Um Bom Dia Para Matar "Die Hard".**
A franquia “Die Hard” já teve os seus momentos de glória e ajudou muito a consolidar a carreira de Bruce Willis. O primeiro filme e o terceiro da foram realmente muito bons e bem executados. O segundo filme, não tão bom, teve também momentos de mérito. E se o quarto filme foi menos positivo, e menos interessante, mesmo assim não creio que tivesse sido um mau encerramento para a franquia. Sim, encerramento, porque a franquia devia ter acabado ali. Este filme é tão mau que não deveria ter sido feito.
O maior problema do filme é o roteiro pobre, a par com a incompetência da direcção de John Moore. Ele aposta tudo na acção pura, dando-nos um filme que, quase cinco ou dez minutos após começar, já lança o público entre balas, tiros e explosões. A sensação com que fiquei é que não existe um roteiro, antes uma desculpa para um filme de acção: John McLane vai a Moscovo tentar livrar o filho de uma pena pesada, enquanto ele se oferece para ajudar os russos a prender um oligarca mafioso. Se, por um lado, a rodagem do filme na Rússia foi uma boa aposta, e nos permite ver ambientes propícios a um filme destes, a ausência de uma história coesa tira-lhe a base sólida que ele poderia ter.
A má construção das personagens e os maus diálogos também não ajudaram. Sacrificando toda a construção psicológica e moral das personagens, o filme deixa-nos figuras, rostos sem vontade ou personalidade, e os actores são convidados, simplesmente, a dar o corpo e a voz a cada uma delas. Bruce Willis é o actor mais destacado e notável do elenco. Ele é um grande e bom actor, com provas dadas, mas até um bom actor fracassa quando não recebe material decente e não tem um director que o ajude. Willis dá demasiados sinais de velhice numa personagem que parece estar a precisar de uma bengala para, cinco minutos depois, correr, saltar, disparar e agir como se tivesse 20 anos. Jai Courtney não faz nada além de o seguir, mas não estabelece uma química credível com a personagem de Willis. Sebastian Koch, Sergey Kolesnikov, Roman Luknár e outros limitam-se a fazer o básico e os vilões são superficiais e mais cansativos do que ameaçadores. Por momentos pensei que Yulia Snigir seria o par romântico de Courtney, mas a personagem seguiu outro caminho e eu sinto que está no filme apenas para agradar ao público masculino.
A nível técnico, o único ponto onde o filme realmente faz algo positivo é nas cenas de acção e nos efeitos visuais, especiais e sonoros. O filme tem acção para todos os gostos e não dá muito espaço ao público para pensar no que está a ver (se pensarmos, o filme desmorona-se e torna-se estúpido e ilógico). Mesmo assim, o filme parece-se muito com um jogo de vídeo barulhento, e nós nunca sentimos o perigo, a ameaça, a tensão ou a emoção que o filme devia suscitar. Além dos clichés habituais (balas suficientes para invadir o Afeganistão, explosões aleatórias, os heróis virtualmente ilesos independentemente da situação que aconteça etc.), o filme brinda-nos com uma cena de abertura muito boa, com uma alucinante perseguição de carro pelas avenidas da capital russa, ao estilo americano, sendo essa a cena mais bem executada no filme. O recurso a cenas em 'close up' ou 'slow motion' é exagerado e tresanda a presunção. A escolha dos locais de filmagem foi criteriosa e muito bem conseguida, e a cinematografia faz o que pode com eles e é geralmente bem executada, ainda que a edição possa ter corrido pior depois.
Em 09 Apr 2022
Autor: Rosana Botafogo
**English**
Binging the sequel Die Hard, and this version is cute with the troubled relationship between father and son, but it would have been a huge dramatic waste not to also have the daughter fight crime courageously... The film maintains the tension, shooting, beating and bombing, of the previous ones.
However, the script and the context of fighting terrorism are much better than the first two (skyscrapers and airports), but Bruce Willis remains handsome, virtuous and immortal...
**Portuguese**
Maratonando a sequência Duro de Matar, e essa versão está fofucha com relacionamento conturbado entre pai e filho, porém foi um grande desperdício dramático não colocar também a filha para combater a criminalidade corajosamente... O filme mantém tensão, tiro porrada e bomba, dos anteriores.
entretanto o roteiro e o contexto de combate ao terrorismo fica bem a quem dos 2 primeiros (arranha-céu e aeroporto), mas Bruce Willis continua lindo, Virtuoso e imorrível...
Em 08 Sep 2024