Dormindo com o Inimigo

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Lançamento: 13 Jan 1991 | Categoria: Filmes

Dormindo com o Inimigo

Nome original: Sleeping with the Enemy

Idiomas: Inglês

Classificação:

Genero: Drama, Thriller

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Produção: 20th Century Fox, Leonard Goldberg Productions

Sinopse

Em um casamento que já dura quatro anos Sara (Julia Roberts) e Martin (Patrick Bergin) personalizam o par mais perfeito, feliz e próspero, mas na realidade o marido espanca regularmente sua mulher. Assim, para escapar desta tortura diária, ela simula sua própria morte e foge para uma outra cidade, a fim de recomeçar sua vida com uma nova identidade. Após algum tempo ela se apaixona, mas seu marido descobriu indícios de que ela pode estar viva e decide encontrá-la de qualquer maneira.

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Reviews

Autor: Filipe Manuel Neto

**Quase esquecido, mas essencial na carreira de Júlia Roberts.** Este filme gira totalmente em redor de um caso de violência doméstica, física e psicológica, onde a esposa de um marido controlador e violento decide fingir a própria morte a fim de poder fugir e recomeçar a viver. Claro, as coisas complicam-se depois, quando o marido descobre que foi enganado e começa a procurar pela esposa fugida. Um thriller clássico onde ela pode correr mas não se pode esconder, e que marcou (juntamente com "Pretty Woman") a ascensão de Julia Roberts como actriz. Este é, em boa medida, um filme que envelheceu bastante mal, eu acho. Olhando para ele hoje, é difícil não o encarar como um filme bastante fraco, onde apenas se destaca a qualidade da actriz que dá vida à personagem principal. Apostando continuamente na resposta emotiva do público, o roteiro é cansativo e a história contada tem uma série de problemas de lógica e verosimilhança. Para começar, porque preferiu a personagem fingir a própria morte ao invés de ir à polícia, contar tudo, arriscar e pedir o divórcio? Era, em boa medida, a primeira coisa a fazer. E aquele truque com o lampião de rua quebrado? Se não houvesse tão mau tempo naquela viagem de barco como ia ela fingir que se afogou de modo convincente? Há muito de sorte na fuga dela. E falta tensão e suspense ao longo de quase todo o filme, com excepção da cena no hospital, onde as coisas aquecem mesmo e nós ficamos colados à tela. Até mesmo o final do filme foi morno demais e isso foi decepcionante. Apesar disso, a história contada é suficientemente sólida para aguentar o filme e nos levar a ver tudo até ao fim. Para isso contribui bastante a construção das duas personagens centrais, interpretadas por Julia Roberts (numa performance que mostrou que ela era uma aposta segura para a indústria e uma promessa de talento) e por Patrick Bergin, que consegue transformar a personagem dele em algo digno do nosso ódio, se bem que por vezes seja bastante caricatural. O pior foi, mesmo, Kevin Anderson, numa personagem idiota de tão boazinha. Em resumo, este é um filme altamente datado e que envelheceu muito mal, quase ficando no esquecimento. A única coisa que fez este filme não ficar totalmente esquecido foi a performance de Roberts, que consegue mostrar uma promessa de talento e fazer o filme valer minimamente a pena.

Em 14 Dec 2019

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