Autor: Pedro Quintão
Undertone foi daqueles filmes que me fizeram sentir que perdi tempo e isso é das coisas que mais me chateia.
Sinceramente, já vi vídeos no TikTok mais assustadores. Estamos a falar de 90 minutos onde praticamente não acontece nada: cerca de 60% do filme é a protagonista a ouvir áudios em modo reverso e os outros 40% são ela a cuidar da mãe. E pronto… é só isto, tirando os períodos onde achamos que acontecerá algo de assustador ou que a trama irá progredir e não acontece porra nenhuma.
Eu até gosto de slowburns, quando há uma narrativa por trás que compensa a lentidão, mas não é este o caso. Tudo em Undertone é fragmentado, sem qualquer rumo, pois é evidente que o realizador Ian Tuason quis fazer algo diferente e mais artsy, mas acabou por sair uma confusão nada interessante.
O maior problema é que nunca percebemos realmente o que está a acontecer. As respostas demoram a aparecer e, quando aparecem, vêm incompletas e sem qualquer impacto. Nem os momentos que deviam causar tensão ou desconforto conseguem eliminar todo o tédio.
E depois há os diálogos que me fizeram crer que estivemos a ouvir os piores podcasters de sempre. Demoram dias, semana ou uma eternidade a ouvir meia dúzia de áudios e a gravar um episódio.
Mas o que mais me preocupa aqui, é que Ian Tuason ficou responsável pela realização do novo Paranormal Activity. Depois de ver isto, as minhas expectativas não podiam estar mais baixas.
No fim de tudo, só me resta escrever que Undertone é um daqueles filmes pretensiosos que tentam ser mais profundos do que realmente são. Para mim, foi facilmente um dos piores filmes que vi em 2026.
Em 29 Apr 2026