Desbravadores

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Lançamento: 11 Jan 2007 | Categoria: Filmes

Desbravadores

Nome original: Pathfinder

Idiomas: Inglês

Classificação:

Genero: Aventura, Ação

Site:

Poster: Ver poster

Produção: Dune Entertainment, Phoenix Pictures, Major Studio Partners, 20th Century Fox

Sinopse

Há muitos anos, numa época em que os vikings tentavam conquistar a América do Norte, um garoto viking é acidentalmente esquecido, durante uma batalha contra os índios americanos. Criado pelos índios, ele passa a fazer parte da tribo como se fosse uma das crianças indígenas. Ao crescer sua vila é mais uma vez ameaçada pelos vikings, o que faz com que ele tenha que lutar contra seu próprio povo.

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Reviews

Autor: Filipe Manuel Neto

**Um historiador não deve ver este filme sem uma equipa de reanimação médica a postos.** O meu problema com filmes ambientados no passado, ou sobre factos históricos, é que a minha formação académica em História me impede de aceitar levianamente tudo o que os cineastas me querem fazer engolir. Por isso fui tão duro nas resenhas que escrevi a certos e determinados filmes por aqui, e tudo indica que, para mal dos meus pecados e tristeza do meu coração, continuarei a ter esse problema. Tudo bem, o cinema deve ter a sua liberdade criativa e também é preciso colmatar falhas de informação (não sabemos tudo sobre o passado), mas até a liberdade criativa deve reconhecer limites lógicos. Hoje, sabemos sem dúvidas que navegadores escandinavos – a que se tem dado o nome de “vikings” – foram os primeiros europeus a chegar à América do Norte. O que ainda não sabemos é se eles tinham consciência disso! Poderão eles ter mantido contacto com povos nativos americanos da região onde aportaram? Pessoalmente, parece-me seguro. Terá havido conflitos? Não sei, a arqueologia talvez venha a descobrir mais sobre isso. É legítimo dizer que foram os Vikings a descobrir a América? Sim, se descobrirmos que sabiam que tinham chegado a outro continente. Até lá, não: nem sequer Colombo tinha essa consciência. O filme pega neste primeiro contacto entre ameríndios e europeus e cria uma história de sangue e violência: de um lado, os ameríndios são retractados como simples, simpáticos camponeses que vivem em harmonia com a natureza e que têm a sua terra invadida, e os nórdicos são selvagens sanguinários que matam por prazer. Além disso, o roteiro utiliza o facto histórico para fazer um paralelo com a futura colonização europeia da América na qual, supostamente, os Europeus voltam a invadir e massacrar povos “inferiores” por prazer de ver sangue a correr. São paralelismos que até compreendo, dada a necessidade moderna de diabolizar qualquer empreendimento de colonização europeia. A sociedade actual, principalmente nas Américas, sente urgência de condenar o passado colonial do Velho Mundo esquecendo-se que é filha desse mesmo mundo e que não é tão diferente do que ele foi no passado, em vícios e virtudes. Este tipo de paralelismos e necessidades revisionistas revelam muito sobre a forma como nós vemos o passado, e são inimigos da veracidade histórica. Em suma, é isto que faz deste filme um pedaço de lixo que não recomendo a ninguém, e a estes problemas somam-se as inverdades e erros factuais do costume sobre vikings, do maldito capacete com chifres que toda a gente já devia saber que é pura ficção ao uso indistinto de qualquer espada aparentemente medieval, a cavalos aparentemente árabes e muitas armaduras de ferro feitas com tecnologia que só aparecerá quatrocentos anos depois. Sobre os indígenas eu não sou a melhor pessoa para falar, mas acredito que os especialistas na cultura e vestígios destes povos possam ter alguns problemas cardíacos após verem este filme. Há alguma coisa boa neste filme? Há… o filme foi muito bem filmado e aproveita bem as paisagens e locais de filmagem. Para os fãs de acção, o filme reserva boas cenas de luta, bem coreografadas e bastante criativas (às vezes até demais). A banda sonora não é má, faz o seu trabalho sem mácula. Rusel Means foi bastante decente no seu papel, mas é literalmente o único elemento do elenco a merecer qualquer tipo de destaque e eu não posso sequer considerar que ele fez um trabalho notável.

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