Ninfomaníaca: Volume 1

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Lançamento: 25 Dec 2013 | Categoria: Filmes

Ninfomaníaca: Volume 1

Nome original: Nymphomaniac: Vol. I

Idiomas: Inglês

Classificação:

Genero: Drama

Site:

Poster: Ver poster

Produção: Zentropa Entertainments, Zentropa International Köln, Slot Machine, Zentropa International France, Caviar, Zenbelgie BVBA, ARTE France Cinéma, Zentropa International Sweden, Film i Väst, Groupe Grand Accord

Sinopse

Bastante machucada e largada em um beco, Joe é encontrada por um homem mais velho, Seligman, que lhe oferece ajuda. Ele a leva para sua casa, onde possa descansar e se recuperar. Ao despertar, Joe começa a contar detalhes de sua vida para Seligman. Assumindo ser uma ninfomaníaca e que não é, de forma alguma, uma pessoa boa, ela narra algumas das aventuras sexuais que vivenciou para justificar o porquê de sua auto avaliação.

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Reviews

Autor: Filipe Manuel Neto

**Seria aborrecido se não tivesse tanto sexo.** Ao contrário, talvez, da maioria do público, decidi ver este filme por causa do nome do seu diretor, Lars von Trier. Eu gostei de "Anticristo", mas ainda não sei bem o que pensar deste filme. O roteiro é a história de uma mulher, Joe, que se auto-rotula de ninfomaníaca, e cuja busca pelo prazer parece ter ido longe demais, a ponto que ela acredita que é um ser humano desprezível. Quando ela é encontrada desmaiada após uma tareia, conta a sua vida ao bom homem que a ajudou. A partir daí, o filme desdobra-se em duas formas inter-comunicantes: a vida dissoluta da jovem e a troca de comentários entre ela e o bom samaritano, Seligman. O filme está carregado de sexo explícito, com tudo o que isso significa, incluindo cenas de nú frontal, close-up dos genitais e cenas de penetração. Von Trier permanece fiel à regra de mostrar tudo o que é falado, de forma nua e crua. Portanto, o filme exige que você seja, pelo menos, capaz de não se escandalizar com isso. Por outro lado, as cenas de sexo são tão cruéis e insensíveis que você provavelmente não terá qualquer prazer em vê-las. Este não é um filme pornográfico, feito para excitar o público, mas sim para o efeito oposto: tal como Joe, não sentimos nada. Emocionalmente violento, o filme levanta questões morais e éticas constantes sobre religião, psicologia, relacionamentos etc. Embora não seja o melhor desempenho de sua carreira, foi um bom trabalho de Charlotte Gainsbourg. A actriz teve de ter coragem para embarcar num projectos destes. Ainda positiva foi a performance de Stellan Skarsgård. Ambos me pareceram muito compenetrados. Os diálogos variam da obscenidade mais brutal à monotonia de discussões filosóficas estéreis. Joe e Seligman não podiam estar em pólos mais opostos: ela é uma mulher que vive para o seu vício, de uma maneira que achamos repreensível; Seligman é absolutamente puro e inocente, na medida em que não faz nada mal, é virgem e vive num mundo de livros e de música clássica. Uma Thurman parece estar no meio. Ela é a actriz mais violenta e intensa do filme, em que dá vida a uma mulher traída, que viu a sua vida destruída por uma "lolita". E assim, a forma emotiva e explosiva como ela se comporta aproxima-a mais de nós do que qualquer outra personagem. Eu gostei dos actores e do trabalho deles, acho que combina com o filme e as personagens. Gostei da forma como o tema foi apresentado, com o pecador a fazer uma confissão contrita para um homem que parece estar acima dos mortais. Mas o filme é danificado pela ausência de arte, pela monotonia dos diálogos, pela perversão do sexo e pela omnipresença de cenas de sexo sem sentido por toda a parte.

Em 06 Oct 2018

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