Autor: Filipe Manuel Neto
**Muito mau, este filme copia muito material que vimos noutros filmes de qualidade superior.**
Este filme é um remake de *The House on Sorority Row*, um velho e esquecido filme de terror da década de 1980, e quase não vale a pena visto que não traz nada de particularmente novo ou diferente, quando é comparado a outros filmes slasher adolescentes muito mais notáveis como *I Know What You Did Last Summer*. De facto, é extraordinariamente parecido com este último título, quase uma cópia mastigada.
O roteiro é básico: um grupo de estudantes universitárias prestes a formar-se acaba por matar uma amiga numa brincadeira idiota. Com medo das consequências que isso poderia ter para a vida futura delas, resolvem encobrir tudo e atirar o corpo para um poço de mina abandonado. Meses depois, todavia, alguém que sabe de tudo aparece e começa uma série de assassinatos brutais, à medida que ameaça divulgar a verdade.
É um filme vulgar e sem qualidade que combina dois géneros de cinema perfeitamente maus: o filme slasher, cheio de sangue falso e mortes brutais, e o filme para adolescentes, carregado de estereótipos juvenis, nudez quase pornográfica e uma obsessão por tudo o que seja sexo e álcool. O roteiro é preguiçoso e idiota, na medida em que não traz nada que já não tenha sido visto em filmes muito melhores e as personagens foram profundamente mal desenvolvidas, variando do insosso ao execrável, o que vem a resultar na nossa total indiferença perante a sua morte iminente. Limitamo-nos a ir contando os cadáveres.
Eu sinto que preciso de falar do elenco, mas verdadeiramente não o queria fazer. Dominado por actrizes femininas, o que é expectável num filme que se ambienta numa fraternidade de raparigas, não há uma única boa actriz aqui. Briana Evigan, Leah Pipes, Caroline D'Amore (que rosto e olhar inexpressivo, meu Deus!) e Rumer Willis são as actrizes com mais tempo de tela mas nenhuma delas brilhou, pelo contrário. Ainda assim, no meio do caos, Willis pareceu-me a actriz com um trabalho mais sólido. Claro, boa parte deste desastre pode ser imputada à falta de habilidade do director, Stewart Hendler.
Tecnicamente, é um filme pouco interessante. A cinematografia é bastante regular e os efeitos especiais ajudaram nas horas certas, mas nada disso compensa os defeitos que anteriormente mencionei. As mortes do filme são bastante brutais e poderão agradar a que gosta de ver isso num filme, mas até acabam por ser relativamente limpas. Talvez não tivessem orçamento para mais sangue falso!
Em 04 Jul 2020