Amor e Inocência

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Lançamento: 02 Mar 2007 | Categoria: Filmes

Amor e Inocência

Nome original: Becoming Jane

Idiomas: Inglês

Classificação:

Genero: Romance, Drama

Site:

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Produção: Ecosse Films, 2 Entertain, Scion Films, BBC Film, Blueprint Pictures, Fís Éireann/Screen Ireland, HanWay Films, UK Film Council

Sinopse

O ano é 1795. Jane Austen (Anne Hathaway) tem 20 anos e começa a se destacar como uma escritora. Enquanto ela está mais interessada em desvendar o mundo, seus pais querem que ela logo se case com um homem rico, que possa assegurar seu status perante a sociedade. O principal candidato é o sr. Wisley (Laurence Fox), neto da aristocrata Lady Gresham (Maggie Smith), mas Jane se interessa é pelo malandro Tom Lefroy (James McAvoy), cuja inteligência e arrogância a provocam.

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Reviews

Autor: Filipe Manuel Neto

**Romantizando Jane Austen.** Jane Austen é uma inconformada. Era a sétima filha de um padre anglicano e pertencia ao que, hoje, poderíamos chamar classe média. Tinha muitos livros em casa e ambos os pais educaram-na para a leitura e a escrita. Aliás, eles apoiaram-na, reconheceram nela o talento que hoje todos lhe conhecemos. Teve mais azar no amor: não parece que os pais a procurassem casar, é bastante plausível que a jovem não quisesse casar por motivos de natureza económica e os amores que lhe conhecemos foram curtos e infrutíferos. Com a publicação, muito tímida, das primeiras edições dos seus livros, a situação financeira da escritora foi melhorando, e o reconhecimento público foi-se consolidando. Infelizmente, a autora morreu bastante jovem. Não sou um especialista em Jane Austen, mas esta é, muito resumidamente, a biografia da autora, esboçada ao correr da pena virtual quase de um jacto. O filme foca-se na sua juventude e faz uma ficção romântica em torno dela. Pessoalmente, tenho dúvidas sobre muito do que acontece neste filme. Acho que grande parte é invenção romântica, quase transformando Austen numa das suas próprias personagens, dividida entre a atenção de dois pretendentes muito diferentes. O filme não é mau, mas está longe de ser impecável e não será nunca uma das “biopics” de referência, pelo menos no meu entendimento. A direcção de Julian Jarrold foi eficaz, mas dá-nos um trabalho que aposta mais na construção das personagens e da história do que na relação entre o filme e a vida real da pessoa biografada. A cinematografia é boa e há alguns bons efeitos. A banda sonora é sofrível e esquecível. A recriação da época foi feita de maneira razoável, recorrendo a figurinos decentes e bons locais e cenários. Pelo meio, porém, há alguns erros e anacronias grotescas: na cena do baile, Jane surge com um vestido vinte anos á frente da época, noutra cena vemos alianças de casamento, algo que não existia naquela época, e noutra vemos Jane a ser reconhecida como escritora de um romance quando, na verdade, ela publicou anonimamente vários dos seus livros e teve muito pouco reconhecimento enquanto viveu. Até o próprio epitáfio, inscrito na sua lápide sepulcral na Catedral de Winchester, ignorava a sua produção literária até ter sido trocado por novo texto nos finais do século XIX. No meio de tudo isto, destaca-se a extraordinária interpretação dramática dos actores, e especialmente Anne Hathaway, que deu à personagem um toque de gentileza misturado a uma rebeldia e inconformismo marcantes. Ela não queria ser igual às outras mulheres. James McAvoy também faz um trabalho muito interessante neste filme e merece toda a nossa atenção. O filme conta, ainda, com boas interpretações de James Cromwell, Julie Walters, Maggie Smith e Ian Richardson.

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