Autor: Filipe Manuel Neto
**Mais um filme em que a segurança do presidente americano é ameaçada e um só homem tenta salvar o dia.**
Este é mais um filme que gira em torno do Presidente dos Estados Unidos da América e de eventuais ameaças à sua segurança ou integridade. Os americanos vêm na figura presidencial um sÃmbolo do seu prestÃgio e da sua capacidade de afirmação perante o resto dos paÃses. De certo modo, eles encaram a figura do seu presidente da mesma forma que alguns paÃses europeus encaram os seus reis, com a diferença que estes últimos não são elegÃveis.
Neste filme, há uma conspiração escondida para assassinar o presidente, a qual envolve um elemento infiltrado na segurança presidencial. Porém, a única pessoa que realmente percebeu isso - o veterano dos Serviços Secretos Pete Garrison - é rapidamente incriminado, comprometido e desacreditado. De facto, o que ninguém sabe é que a única coisa de que ele é culpado é de ter um caso com a Primeira Dama, que ele tenta determinadamente proteger quando o tentam incriminar e colocar fora de jogo. A partir daqui, Garrison irá tentar tudo para, ao mesmo tempo, salvar o presidente e limpar a sua honra expondo a verdade.
O elenco apresenta uma série de nomes conhecidos, a começar por Michael Douglas, que fez o papel principal, embora nunca revele qualquer entusiasmo ou gosto por aquilo que está a fazer. Pior, só as cenas onde ele tem de fazer par romântico com Kim Basinger. Raras vezes eu vi um casal com tanta falta de empatia, especialmente se tivermos em conta que eles supostamente vivem um caso extra-conjugal. O sexo deles deve ser burocrático, para dizer o mÃnimo. Bem, a própria Basinger parece não saber exactamente o que está a fazer neste filme. Kiefer Sutherland cumpre os mÃnimos, enquanto Eva Longoria é, simplesmente, um par de peitos ambulante.
Bem, eu confesso que o filme não me convenceu muito. Há uma série de outros filmes com premissas semelhantes que fazem muito mais e melhor. De qualquer modo, não é um filme inteiramente mau. O maior problema do filme, a meu ver, é a previsibilidade latente e a falta de capacidade do director para dar ao filme alguma coisa que nos faça verdadeiramente aderir à história contada. É um filme que vemos por ver, sem sentirmos realmente o que está a acontecer. E sim, há alguma propaganda americanista subliminar em torno de todo o "culto ao presidente" que o filme revela.
Em 03 Nov 2019