Autor: Pedro Quintão
Mas que bosta é esta?
Há filmes tão maus que, por serem ridículos, até nos arrancam umas boas gargalhadas. Este nem isso. É só uma perda de tempo absoluta. Por momentos, parecia uma paródia involuntária de Scary Movie, mas sem qualquer piada e com excesso de momentos cringe.
O elenco parece ter sido encontrado na berma de uma estrada. Ninguém tem carisma, ninguém tem presença, ninguém tem absolutamente nada que se aproveite. As personagens são irritantes, burras que dão dó, e completamente impossíveis de suportar. Não há qualquer esforço em desenvolvê-las ou torná-las humanas. Passámos os longos e dolorosos 85 minutos a desejar que morram todas e nem as mortes são criativas.
A narrativa é patética, tão boa como a curta-metragem sem guião que filmei aos 17 anos com uma amiga. Ao menos essa ainda divertia com o amadorismo. Este filme é vazio e feito sem qualquer objetivo. A certo ponto, já nem sabia se estava a ver uma tentativa de comédia falhada, um terror feito por IA ou só uma grande m*rda.
Finn Wolfhard, que até tem mostrado algum talento como ator, devia manter-se apenas à frente das câmaras, pois como realizador, produtor e argumentista falhou redondamente. O ego falou mais alto que o bom senso e entregou-nos uma das experiências mais frustrantes do ano.
Definitivamente, a pior coisa que vi em 2025 até agora. Um exercício de resistência a momentos cringe, à má escrita, à falta de ideias e a personagens detestáveis. Mostrou que talento numa área não se traduz automaticamente em talento noutra. O cinema precisa de muito mais do que nomes conhecidos ou de câmaras caras. Precisa de quem se dedique com paixão, que seja criativo ou que saiba contar uma história. Aqui, não houve nada disso.
Em 04 May 2025