Voar de balão não exige treinamento, certificação nem coragem incomum. É um passeio passivo — você sobe no cesto, o piloto controla, você olha. O que exige é disposição para acordar às 4h da manhã (todos os voos comerciais acontecem ao amanhecer, quando o vento está mais estável) e R$400 a R$700 por pessoa.
Boituva (SP): a capital do balonismo brasileiro
Boituva, a 100 km de SP na direção de Sorocaba, é o maior centro de balonismo da América do Sul. As operadoras saem de campos abertos com balonistas certificados pela ANAC. O voo dura 45 a 60 minutos e sobrevoa a paisagem agrícola do interior paulista — não é a paisagem mais épica, mas a experiência do voo em si é idêntica à dos destinos mais famosos.
Chapada dos Guimarães (MT)
Os voos de balão sobre a Chapada dos Guimarães sobrevoam os cânions de arenito e a transição entre o Cerrado e o Pantanal. A paisagem é significativamente mais dramática do que em Boituva. As operadoras saem de Cuiabá ou do próprio vilarejo da Chapada.
O que a foto não captura
O silêncio. A queima do gás para subir faz barulho, mas entre os queimadores há um silêncio absoluto — sem motor, sem vento, sem nada. Voar em silêncio a 300 metros de altura ao amanhecer é uma experiência sensorial que nenhuma imagem reproduz.
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