Bolsas feitas por presas de Juiz de Fora ajudam na renda de instituição

Elas transformam material que iria para o lixo em arte. Renda será revertida para Fundação Ricardo Moysés Júnior.

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Equipe Guianeo
18/06/2026 · 1 leituras
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Bolsas feitas por presas de Juiz de Fora ajudam na renda de instituição

Materiais que iam para o lixo têm se tornado fontes de renda para algumas instituições de Juiz de Fora. O que seria descartado no Aterro Sanitário se transforma em lixeiras, aventais e bolsas. E todo o material produzido ajuda nas finanças de entidades. Uma turma do curso de Moda da Faculdade Estácio de Sá está ajudando a customizar as peças para serem vendida. Todo o valor arrecadado será direcionado para a Fundação Ricardo Moysés Júnior, que cuida de crianças com câncer no município. Além disso, a Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) ainda colaborou com a ação e doou 200 bolsas, que também estão sendo customizadas, para venda.

Todas as bolsas são de material reaproveitado e produzidas por mulheres presas da Penitenciária Ariosvaldo Campos Pires, que integram um programa social e ambiental, executado pela Prefeitura, através do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (Demlurb). “Elas (as presas) fazem esse trabalho bacana. Os tecidos são provenientes de doações de empresas. Tudo seria levado para o nosso Aterro Sanitário. Nós impedimos e levamos esse tecido até a penitenciária, onde as detentas confeccionam as bolsas", explicou o diretor do Demlubr, Marlon Martins.

As peças estarão à venda em uma feira de moda que começa na próxima sexta-feira (6) em Juiz de Fora. Serão cerca de 250 bolsas comercializadas a RS 50. Toda a renda será revertida para a Fundação Ricardo Moysés, e o dinheiro ajudará no tratamento de mais de 500 crianças e adolescentes com câncer. Para a fundadora da instituição, Jane Moysés, a ajuda chega em boa hora. "É um material do bem e nós vamos fazer um bom uso aqui. Se não conseguirmos vender todas na feira, acabaremos com o estoque quando fizermos o nosso brechó", disse.

Para dar um tom mais fashion, alunos do curso de moda de uma faculdade estão customizando as bolsas. A ideia é dar uma “nova história” para o material. Por isso, a frente de cada peça representa uma página de uma agenda ou um caderno branco. "São palavras de incentivo, de recomeço, de esperança em uma nova vida", contou a coordenadora do curso, Paula Castro.

"A gente sempre quer unir a moda a grandes eventos sociais para mostrar que a moda caminha por todo os outros aspectos, âmbitos, outros territórios que são possíveis", completou Selma Flutt, coordenadora do evento.

Para a estudante Júlia Palumbo, que ajudou na customização das bolsas, o mais importante foi a possibilidade de contribuir e ainda adquirir conhecimento. "Acho muito importante esse trabalho porque, em sala de aula, temos a teoria. Na prática, é que aprendemos, errando e acertando", finalizou Júlia.

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