Bruno é condenado a 22 anos e 3 meses de prisão pela morte de Eliza Samudio

Goleiro foi considerado culpado pela morte e ocultação de cadáver da jovem e sequestro do filho; Dayanne Rodrigues do Carmo foi absolvida

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Equipe Guianeo
18/06/2026 · 1 leituras
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Bruno é condenado a 22 anos e 3 meses de prisão pela morte de Eliza Samudio

O goleiro Bruno Fernandes foi condenado a 22 anos e 3 meses de prisão pela morte e ocultação de cadáver da ex-amante Eliza Samudio e pelo sequestro e cárcere privado do filho. A outra acusada, Dayanne Rodrigues do Carmo, foi absolvida, por 4 votos a 3, assim como havia sido solicitado pela Promotoria.


Com a admissão de Bruno de que Eliza foi assassinada - e ele foi informado do que ocorreu -, a defesa se distanciou ontem da linha inicial de argumentação, em que destacava não haver corpo e realçava dúvidas sobre o próprio assassinato. Os defensores de Bruno chegaram a falar em uma pena \"em torno de dez anos\", por uma \"participação menor\" no crime e pediram reiteradamente aos jurados que fizessem \"Justiça\".


O advogado Lúcio Adolfo destacou que \"a imprensa\" já havia sentenciado os réus e \"esperava a condenação\" também por parte do conselho de sentença. Na sequência, distribuiu vendas às cinco mulheres e dois homens do júri, lembrando que a Justiça \"é cega\".


O dia começou com um pedido de reinterrogatório dos dois réus. Dayanne confirmou que recebeu telefonemas do então policial civil José Lauriano de Assis Filho, o Zezé, orientando sobre para quem deveria entregar o filho de Eliza e Bruno, quando tiveram início as investigações. Segundo Dayanne, Zezé agia por ordem de Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, braço direito de Bruno, condenado em novembro pelo assassinato.


Dayanne contou que tinha e tem medo do ex-policial. \"Pelo que Bruno falou, minhas filhas correm risco. Tinha medo e estou com medo agora, tanto dele (Zezé) quanto do Macarrão e da situação\", declarou. Considerando que ela agiu sob pressão, o promotor pediu a absolvição.


Bruno, por sua vez, afirmou que \"sabia e imaginava\" que Eliza seria morta quando deixou seu sítio em Esmeraldas, na companhia de Macarrão e de Jorge Rosa. Em depoimento na quarta-feira, o goleiro já havia assumido que a ex-amante foi assassinada e admitiu que \"aceitou\" e \"se beneficiou\" do crime, mas ressaltou que só soube do homicídio após ter ocorrido. Ontem, em nova declaração, alegou que sabia que Eliza ia morrer \"pelas constantes agressões\" de Macarrão contra a moça e \"pelo fato de ter entregado dinheiro para ela\", que cobrava ajuda para cuidar do bebê.

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