Cresce vigilância eletrônica em JF
Enquanto nas ruas do municÃpio não há equipamentos, prédios públicos, comerciais, shoppings e Campus da UFJF estão tomados por câmeras
A sensação de insegurança é crescente em Juiz de Fora. Somente de janeiro a julho deste ano, a média diária é de mais de quatro casos de furtos a residências e outros quatro de arrombamentos. Já no comércio, pelo menos um estabelecimento foi alvo de ladrões por dia na cidade, considerando as estatísticas da Polícia Militar. As ocorrências de crimes contra o patrimônio têm levado os juiz-foranos a se cercar de câmeras de monitoramento. O setor apresenta expansão no cenário nacional, regional e local. Segundo a Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (Abese), nos últimos cinco anos, o mercado de segurança eletrônica cresceu 11%, movimentando US$ 1,8 bilhão. Em Belo Horizonte, só no ano passado, 130 mil novas câmeras foram instaladas. Em Juiz de Fora, embora não haja estimativa de quantos equipamentos existam, é possível confirmar a expansão deles tanto nos imóveis privados, residenciais e comerciais, quanto nos prédios e repartições públicas. Elas estão por toda parte: nas lojas, nos shoppings, nos cinemas, nos restaurantes, nos elevadores e até nos coletivos. Apenas na área central e na UFJF, a reportagem contou 2.307 câmeras.
O levantamento da Tribuna mostra que, somente na Avenida Rio Branco, nos 12 edifícios comerciais localizados entre a Avenida Itamar Franco e a Rua Halfeld, são 454 câmeras de vigilância. Nos quatro shoppings da cidade, há outras 366 em atividade. No Campus da UFJF, são 212 equipamentos. As repartições municipais, como prédio da Prefeitura, JF Informação, HPS, PAM-Marechal, Funalfa, Centro Cultural Bernardo Mascarenhas e Cesama, somam 98 câmeras. Já na Câmara Municipal, são outras sete. Na maioria das agências bancárias, por lei, os clientes também são vigiados pelos dispositivos de segurança. Segundo o Sindicato dos Bancários, a estimativa é de 600 câmeras em 71 agências e postos de atendimento. Porém, conforme o próprio órgão, em muitos locais, as adequações ainda estão aquém da necessidade. Até no transporte público não há como escapar. Para reduzir o índice de assaltos a coletivos, Prefeitura, Astransp e empresas de ônibus dotaram todos os 570 veículos com aparelhos eletrônicos.