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Enoturismo no Brasil: além da Serra Gaúcha

A Serra Gaúcha tem o enoturismo mais estruturado do Brasil, mas a Campanha Gaúcha, o Vale do São Francisco e Santa Catarina têm vinícolas visitáveis com características completamente diferentes

19 de Apr de 2026 2 min de leitura Pexels.com

O enoturismo brasileiro cresceu muito além de Bento Gonçalves e Garibaldi. O Vale do São Francisco produz vinho tropical com duas safras por ano. A Campanha Gaúcha tem altitude e amplitude térmica que a Serra não tem. Um guia pelo que existe fora do circuito convencional.

A Rota do Vale dos Vinhedos em Bento Gonçalves é o enoturismo mais estabelecido do Brasil — e por isso é também o mais turístico. As vinícolas menores de outras regiões têm características que a Serra não tem, preços de visita mais acessíveis e uma intimidade que as grandes vinícolas da Serra perderam com o volume de visitantes.

Campanha Gaúcha: altitude sem a multidão

A Campanha Gaúcha, no extremo sul do RS próximo à fronteira com o Uruguai, tem altitude de 200 a 400 metros com amplitude térmica noturna maior do que a Serra Gaúcha. As vinícolas da Campanha produzem Tannat, Cabernet Franc e Merlot com características de terroir que os sommeliers internacionais têm reconhecido. São ainda visitáveis com grupos pequenos e sem reserva de meses.

Vale do São Francisco (BA/PE)

O VSF é o único polo produtor de vinho tropical do mundo — duas safras por ano, com controle de irrigação que substitui o regime de chuvas. O resultado são vinhos diferentes dos de altitude — mais frutados, com menos acidez. As vinícolas de Petrolina e Juazeiro têm visitação com degustação e acesso ao processo de produção que o enoturismo do Sul raramente mostra.

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