Faltam moedas de R$1 em Juiz de Fora, segundo especialistas
Pagar uma conta e depois ser informado pelo atendente que não há o troco necessário já se tornou uma cena comum em muitas cidades do país. Em Juiz de Fora, os especialistas afirmam que este é um problema para os comerciantes, principalmente com o sumiço das moedas de R$1.
Os dois cofres do estudante Miguel Paes ficam bem guardados para evitar retiradas antes da hora. Toda moeda que ele recebe é colocada em um deles, como um ritual. A prática começou há cerca de dois anos para comprar presentes de Natal para a família, e hoje, mais que hábito, guardar moedas no cofrinho foi a maneira encontrada pelo estudante para economizar.
O problema é que, apesar de ajudar nas finanças de muita gente, as moedas guardadas em cofrinhos acabam trazendo consequências para o comércio, com o desabastecimento dos caixas.
Juiz de Fora atualmente vive uma escassez de moedas de R$1. Em uma padaria da cidade, por exemplo, as que estão no caixa foram trocadas mais cedo, já que a necessidade de troco é intensa. Para atender os clientes é preciso se virar diariamente.
A prática do cofrinho pode até parecer atrativa, principalmente para educar crianças. Contudo, para o economista Fernando Agra, é preciso fazer o dinheiro render.