A FLIP virou sinônimo de feira literária no Brasil do mesmo jeito que Lollapalooza virou sinônimo de festival de música — sendo a maior e mais badalada, acabou definindo a categoria. Mas o ecossistema literário brasileiro tem outras feiras que sobrevivem e crescem exatamente porque se diferenciam da FLIP.
FLICA — Cachoeira (BA)
A Feira Literária Internacional de Cachoeira acontece na cidade histórica de Cachoeira, no Recôncavo Baiano. A pauta é deliberadamente afro-brasileira — literatura negra, pensamento decolonial, oralidade e memória. A curadoria traz autores que raramente aparecem nos festivais do eixo Rio-SP. A cidade em si, com sua arquitetura colonial e a tradição do candomblé, é parte da atmosfera.
FILO — Olinda (PE)
A Feira Internacional do Livro de Olinda acontece nas ruas históricas da cidade, com bancas em espaços abertos entre as igrejas barrocas. A fusão de literatura, música e arquitetura patrimônio cria um ambiente que as feiras em centros de convenções não conseguem replicar.
Por que ir a uma feira literária
Porque o livro que você vai comprar numa feira veio de uma conversa com o autor, que vai assinar e talvez lembrar o seu nome. Porque você vai ouvir uma leitura que vai mudar a sua relação com um texto que você já leu. Porque a curadoria de uma feira boa coloca dois livros na sua mão que você não teria encontrado de outra forma.
Encontre livrarias, sebos e eventos culturais no Guianeo.
Comentários