Iluminação pública em Juiz de Fora é alvo de reclamação de moradores
Eles questionam vias escuras e demora no atendimento de solicitações. Segundo Empav, pedidos são atendidos em 48 horas.
A responsabilidade sobre a iluminação pública foi transferida para as Prefeituras, por determinação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Em Juiz de Fora, a administração assumiu o serviço no dia 5 de janeiro. Porém, a população tem sofrido com problemas e, em vários pontos da cidade, moradores permanecem no escuro. Eles questionam, ainda, a demora no atendimento das reclamações.
De acordo com o diretor de Iluminação da Empresa Municipal de Pavimentação e Urbanização (Empav), Wilson Ferrarezzi, um call center entrou em funcionamento na última quarta-feira (11), visando agilizar os procedimentos. "Buscamos fazer com que a demanda recebida tenha uma solução mais rápida. Nosso planejamento é resolver o problema em um período máximo de 48 horas, a partir do momento que recebermos esse pedido", garantiu.
Uma equipe do MGTV 1ª edição mostrou que na Rua Professor Maurício Macedo, no Bairro Nova Era 2, três pontes não funcionam. Um deles fica na porta da casa da aposentada Adriana Pereira de Souza. O corredor da casa dela fica muito escuro e nem a luz acesa no final da casa resolve a situação. "Desde janeiro que estamos sem luz aqui. E isso ameaça a minha segurança. Eu e meu marido somos deficientes", falou.
Adriana e os vizinhos entraram em contato com a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) várias vezes, desde quando a luz parou de funcionar, em janeiro. Eles foram orientados a procurar a Prefeitura, que agora é a responsável pelo serviço. No entanto, nada foi resolvido.
A Empav informou à produção do MGTV que o problema da rua será resolvido ainda nesta segunda-feira (16). Um técnico já foi encaminhado ao local.
Quanto mais tarde, mais evidente fica o problema da falta de iluminação em vários bairros de Juiz de Fora. Na Rua W, no Bairro Caiçaras, a questão não é a lâmpada queimada. O poste existe e foi instalado há pouco tempo, mas não tem luminária. O pedido foi feito, mas os moradores não tiveram resposta. "Muitos usuários de drogas ficam em um lote vago aqui perto. Eu acredito que a iluminação iria inibir um pouco esse tipo de delito", comentou o motoboy João Samuel de Oliveira Andrade.
O poste fica perto da casa de João Samuel. De acordo com ele, é impossível enxergar alguma coisa na rua. "Todo dia fica uma escuridão total. Agora, só estamos conseguindo ver um pouquinho melhor por causa da lua. Se não, toda vez é isso aí. No escuro", lamentou.
Sobre esse problema da Rua W, no Bairro Caiçaras, Ferrarezzi informou que se trata de situação peculiar. "Esse é um caso de investimento, implantação de sistema e melhorias, não é um caso de manutenção. Por isso, requer um projeto e apresentação desse à Cemig. O Caiçaras já está na nossa programação", concluiu.