O Pantanal tem 150 mil km² — maior que muitos países europeus. É o bioma com maior concentração de fauna visível do Brasil, e de longe o mais fácil de observar vida selvagem sem precisar de equipamento específico. A estação certa para visitar depende do que você quer ver.
Cheia (dezembro a abril): para pássaros e paisagem
Na cheia, grande parte do Pantanal fica sob água. As fazendas que ficam em terrenos mais altos são ilhas rodeadas de água. O resultado para quem observa fauna: concentração extraordinária de aves aquáticas — tuiuiú, garça, colhereiro, jabiru. O deslocamento é de barco. A fotografia de paisagem é mais impressionante.
Seca (junho a outubro): para mamíferos e onça
Na seca, os animais concentram-se nos poucos pontos com água remanescente. Capivaras, jacarés, cervos, antas e onças-pintadas ficam mais visíveis. As chances de ver onça no Pantanal Sul (Bonito e Corumbá) na seca são as maiores do Brasil — algumas fazendas têm índice de avistamento acima de 80% nas saídas.
Como chegar
O acesso ao Pantanal é por Cuiabá (Pantanal Norte) ou por Campo Grande e Corumbá (Pantanal Sul). O Pantanal Norte tem mais onças-pintadas; o Sul tem mais jacarés e capivara visíveis a curta distância. Nenhum dos dois pode ser feito sem carro — preferencialmente com tração 4×4 na época da cheia.
Quanto tempo ficar
Três dias são o mínimo para ter avistamentos consistentes. Cinco dias permitem fazer as três saídas principais: barco pela manhã, voadeira ao entardecer e saída noturna para onça. O ideal para quem vai especificamente para ver onça: mínimo 5 dias numa única fazenda com guias especializados.
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