Salvador é frequentemente reduzida ao Pelourinho, ao acarajé e ao Carnaval. Essas três coisas são reais e valiosíssimas. Mas a cidade tem camadas que a maioria dos roteiros de quatro dias não chega a revelar.
Dia 1: Pelourinho com calma
O Pelourinho de manhã é diferente do Pelourinho de tarde. Chegue às 9h quando as igrejas estão abrindo e os turistas ainda não chegaram. A Igreja de São Francisco com o interior dourado, o Museu Afro-Brasileiro e a Casa de Jorge Amado formam um roteiro cultural de meio período.
Dia 2: Rio Vermelho e a orla
O Rio Vermelho é onde os soteropolitanos vão comer e beber. Não é bairro turístico — é bairro de Salvador. As barracas de acarajé do largo têm filas nos fins de semana e qualidade consistente. À noite, os bares do bairro têm axé e pagode ao vivo.
Dia 3: Candeal e cultura afro-brasileira
O Candeal, onde Carlinhos Brown criou o Timbalada, tem um espaço cultural chamado Candyall Guetho Square que funciona como escola de percussão, estúdio e palco. É um dos projetos culturais mais genuínos de Salvador — e quase nenhum roteiro turístico menciona.
Dia 4: Ilha de Itaparica
A travessia de ferryboat para a Ilha de Itaparica leva 45 minutos. Do outro lado, praia com menos movimento do que qualquer ponto da orla de Salvador e uma vila histórica com fortes portugueses do século XVII.
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