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Brechós e lojas de segunda mão que valem a busca nas capitais brasileiras

São Paulo tem a maior cena de brechós do Brasil, mas BH e Curitiba têm espaços com curadoria que SP não tem na mesma concentração

26 de Apr de 2026 2 min de leitura Pexels.com

Os melhores brechós das capitais brasileiras não são pilhas de roupa sem organização. São lojas com curadoria de peças de décadas específicas, preço por qualidade e uma seleção que lojistas de moda pagam consultores para fazer.

Brechó no Brasil passou de alternativa econômica a mercado de moda próprio. As melhores lojas de segunda mão das capitais têm curadoria — alguém que selecionou as peças, limpou, organizou por categoria e precificou por qualidade, não por quilograma. Esse é o tipo de brechó que vale a visita.

São Paulo: Pinheiros e Higienópolis

Pinheiros tem a maior concentração de brechós curados de SP. A Rua Cardeal Arcoverde e adjacentes têm lojas especializadas em décadas específicas — anos 70, anos 80, roupas de alfaiataria dos anos 50. Higienópolis tem brechós que recebem doações das famílias tradicionais do bairro — casacos de marca, peças de alfaiataria e acessórios que chegam de apartamentos de cobertura.

Belo Horizonte: Savassi

BH tem uma cultura de brechó menos conhecida mas consistente. O Savassi e a Santa Tereza têm lojas de segunda mão com curadoria de moda que combina influência italiana (da imigração do início do século XX) com produção local de alfaiataria. Os preços são menores do que em SP com qualidade comparável.

Curitiba: a surpresa

Curitiba tem brechós com peças da imigração polonesa e ucraniana — bordados, rendas e tecidos que os descendentes de imigrantes doam quando fazem reforma de casa. É o tipo de peça que coletores de têxtil histórico procuram e que raramente chega às capitais maiores.

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