O vinil voltou com força suficiente para ter prateleiras em redes de varejo. Mas o vinil interessante — a primeira edição do Clube da Esquina, o single de baile black de 1978, o LP de coco do Nordeste dos anos 60 — está nos sebos de disco das capitais, não nas prateleiras dos shoppings.
Sebos de disco em São Paulo
O bairro da Liberdade tem sebos de disco com acervo de MPB e bossa nova dos anos 60 e 70 que os colecionadores internacionais procuram quando vêm a SP. A Galeria do Rock no centro tem lojas de vinil com foco em rock nacional e internacional. A Feira da Liberdade aos domingos tem vendedores informais de disco que carregam caixas com raridades sem preço definido — negociação direta.
Rio de Janeiro: o acervo de samba
Os sebos do Rio têm o maior acervo de samba, choro e baião em vinil do Brasil — faz sentido, já que a maior parte foi gravada no Rio entre 1950 e 1980. Os sebos da Rua do Catete e do Largo do Machado têm discos da Odeon, da Philips e da RGE que não foram digitalizados e que os pesquisadores de música brasileira procuram há anos.
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