Salvador e Rio são os Carnavais que aparecem nos cartões-postais. São enormes, bem produzidos e têm artistas que qualquer brasileiro conhece. Mas têm também multidões que podem ser difíceis de gerenciar, preços que sobem três vezes na época e logística que complica a experiência. As alternativas têm o que esses não têm: escala humana.
Olinda (PE): o mais humano dos grandes carnavais
Olinda tem o carnaval mais fotogênico do Brasil. Os bonecos gigantes — alguns com 4 metros de altura, representando personagens locais — desfilam pelos becos coloniais entre igrejas do século XVII. O frevo ao vivo, os blocos de maracatu e a escala de cidade histórica (não de metrópole) criam um ambiente que Salvador e Rio não conseguem oferecer.
Ouro Preto (MG): carnaval e patrimônio
O carnaval de Ouro Preto acontece entre as igrejas barrocas mais importantes do Brasil. Os blocos descem pelas ruas de paralelepípedo num cenário que faz a festa parecer cena de filme histórico. A UFOP (universidade federal local) traz estudantes de todo o país, o que dá ao carnaval ouro-pretano um mix de tradição e animação jovem.
Recife: o frevo que ninguém esquece
O Galo da Madrugada de Recife é o maior bloco carnavalesco do mundo em número de participantes — mais de 1 milhão de pessoas no sábado de carnaval. O frevo, patrimônio UNESCO, tem um ritmo que literalmente obriga o movimento. Diferente de Salvador, o Carnaval de Recife é gratuito na maior parte dos espaços.
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