O ciclo do ouro mineiro do século XVIII financiou igrejas, pontes, sobrados e obras de arte que hoje são patrimônio UNESCO e referência de arquitetura barroca do mundo. A concentração dessas cidades num raio de 200 km torna o roteiro mais acessível do que parece.
Ouro Preto: a capital
Ouro Preto é onde tudo começa. O conjunto de 13 igrejas barrocas, museus e sobrados coloniais no topo da montanha é um dos conjuntos históricos mais bem preservados das Américas. A Igreja de São Francisco de Assis, com esculturas de Aleijadinho, é o ponto mais visitado — cheque o horário de visitação antes de ir.
Tiradentes: menor e mais refinado
Tiradentes é menor que Ouro Preto e mais gentrificada — tem bistrôs e pousadas de charme onde Ouro Preto tem botecos universitários. O centro histórico tem uma escala que permite explorar tudo a pé em um dia. A Praça da Câmara, de noite, com as igrejas iluminadas, é uma das imagens mais bonitas de Minas.
Congonhas: os profetas de Aleijadinho
A Basílica do Bom Jesus de Matosinhos em Congonhas tem as doze estátuas de profetas em pedra-sabão esculpidas por Aleijadinho no adro da igreja — consideradas o ápice da escultura barroca americana. Congonhas não tem a atmosfera histórica geral de Ouro Preto, mas as esculturas justificam o desvio.
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