Buenos Aires foi, durante a crise cambial argentina de 2019 a 2023, o destino de compras mais barato para brasileiros. O câmbio paralelo tornava tudo metade do preço em relação ao Brasil. Esse período passou — mas alguns produtos ainda justificam a atenção.
O que ainda vale
O couro argentino — em especial sapatos, cintos e bolsas — tem uma tradição de qualidade artesanal e um preço que ainda é competitivo mesmo com câmbio normalizado. O Mercado de San Telmo tem artesãos que trabalham couro com técnicas de curtimento tradicionais que as marcas de fast fashion não replicam.
Livros: a surpresa que permanece
Os livros em espanhol em Buenos Aires são mais baratos do que no Brasil por uma combinação de preço de produção local e tradição editorial que a Argentina tem há mais de 100 anos. Para quem lê espanhol, as livrarias da Avenida Corrientes (a "rua das livrarias", aberta até a madrugada) têm um catálogo que nenhuma livraria brasileira consegue igualar.
O que não vale mais
Eletrônicos, roupas de marcas internacionais e perfumes: com o câmbio normalizado, o preço em Buenos Aires voltou a ser comparável ao do Brasil. Não justifica fazer compras de volume desses itens. A vantagem era o câmbio paralelo — sem ele, não existe mais.
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