O artesanato brasileiro é um dos melhores do mundo — mas você não vai encontrar isso nos aeroportos. A renda renascença do Nordeste, a cerâmica de barro negro do Vale do Jequitinhonha, o crochê da Paraíba e as cestarias indígenas de Mato Grosso estão nas feiras, nas associações de artesãs e nas cooperativas. Saber onde procurar faz diferença no preço e na qualidade.
Central do Artesanato (Fortaleza)
A Central do Artesanato do Ceará, no centro de Fortaleza, é o maior ponto de venda de artesanato do Nordeste. Tem renda de bilro, chapéus de palha de carnaúba, bordados e ceramica que vêm diretamente das cooperativas do interior. Os preços são significativamente menores do que nas feiras turísticas da Praia de Iracema.
Mercado de São José (Recife)
O Mercado de São José tem bancas de artesanato pernambucano desde 1875. A renda de agulha do Agreste, as bonecas de pano de caruaru e os potes de cerâmica de São Caetano são os destaques. A estrutura de ferro do mercado foi importada da França no século XIX — o espaço em si já vale a visita.
Feira de Artesanato de Recife (Pátio de São Pedro)
O Pátio de São Pedro tem uma concentração de ateliês e bancas permanentes de artesanato em torno da Igreja de São Pedro dos Clérigos. É menor que o Mercado de São José mas tem artesanato mais contemporâneo — artistas jovens que trabalham com materiais tradicionais em formatos novos.
Como saber se o preço é justo
O parâmetro é simples: pesquise o mesmo item na loja da cooperativa de origem (geralmente tem site) e compare com o que está sendo pedido na feira. Uma diferença de 20-30% é normal (custo de frete e venda). Diferença de 200-300% é preço de turista.
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