Os festivais que dominam a conversa são as franquias internacionais — Lollapalooza, Rock in Rio, Ultra. Eles são grandes, bem produzidos e têm lineup com artistas que você conhece. Mas se você quer descobrir música brasileira nova, curadoria real e preços acessíveis, os festivais menores têm mais para oferecer.
Festival de Inverno de Garanhuns (PE)
Garanhuns é uma cidade do agreste pernambucano com clima ameno no inverno nordestino (julho). O festival dura dez dias e mistura forró universitário, MPB, teatro e dança num espaço aberto que a cidade literalmente para para receber. A maioria dos shows é gratuita. É o maior festival cultural do Nordeste que a mídia nacional quase não cobre.
FMU — Festival de Música Universitária de Salvador
O FMU movimenta a cena independente baiana com shows em espaços menores da cidade — Teatro Castro Alves, Concha Acústica e palcos alternativos. É onde artistas da cena baiana que vão aparecer no mainstream daqui a dois anos estão tocando agora.
Festival Literário Internacional de Paraty (FLIP)
A FLIP acontece em julho em Paraty, uma das cidades históricas mais bem preservadas do Brasil. Não é só literatura — é conversa com escritores, debates, lançamentos e a cidade inteira como espaço cultural. Se você gosta de livros, é uma das experiências culturais mais densas que o Brasil oferece.
Festival de Jazz de Guaramiranga (CE)
Guaramiranga fica na serra úmida do Ceará, a 100 km de Fortaleza. Em fevereiro, o festival traz artistas internacionais de jazz para uma cidade de 5 mil habitantes — a combinação de clima de serra, escala humana e qualidade musical cria uma atmosfera que os festivais grandes não conseguem replicar.
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