São Paulo tem mais museus do que qualquer outra cidade do Brasil — e mais do que a maioria das pessoas imagina que existe. O problema é filtrar. Esta lista seleciona os que têm coleção ou proposta curatorial que justifica a visita mesmo para quem não tem hábito de frequentar museus.
MASP: mais do que os pilares
O MASP tem a maior coleção de arte europeia do hemisfério sul. O térreo com cavaletes de vidro (a instalação original de Lina Bo Bardi) é o espaço mais único da coleção — as obras ficam em cavaletes de cristal transparentes, sem parede, flutuando no espaço. No segundo andar, a coleção permanente vai de Rafael a Renoir. Avenida Paulista, terças com entrada gratuita.
Pinacoteca: o museu que São Paulo subestima
A Pinacoteca tem a maior coleção de arte brasileira do século XIX e XX do país. Os modernistas — Di Cavalcanti, Tarsila do Amaral, Anita Malfatti — estão aqui com obras de tamanho que as reproduções não capturam. O prédio, uma reforma de Paulo Mendes da Rocha de 1998, é um dos projetos de reabilitação de patrimônio mais elogiados do Brasil. Praça da Luz.
Museu do Ipiranga (reformado em 2022)
O Museu do Ipiranga passou por uma reforma de quatro anos que custou R$120 milhões e foi reaberto em 2022. A coleção de objetos históricos do Brasil — de 1500 até o século XX — está numa expografia que finalmente faz jus ao acervo. O jardim com a fonte e o parque ao redor do museu fazem parte da experiência. Metrô Ipiranga.
IMS (Instituto Moreira Salles)
O Instituto Moreira Salles na Avenida Paulista tem um edifício de Paulo Mendes da Rocha e exposições temporárias de fotografia e literatura que costumam ser as mais relevantes da cidade. A livraria tem curadoria acima da média. Entrada gratuita.
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