Imã de geladeira e camiseta com nome da cidade: não. Cachaça de alambique, queijo de coalho mineiro, mel de melipona do Nordeste: sim. A melhor lembrança de viagem é algo que você vai usar ou comer — e que vem de uma produção que não existe em outro lugar.
Nordeste: mel de abelha nativa
A abelha jandaíra é uma abelha sem ferrão nativa do Nordeste que produz um mel mais ácido e menos doce do que o mel de abelha europeia. É produzido em pequena escala por comunidades indígenas e agricultores familiares do Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte. O mel de jandaíra não está nas prateleiras de supermercado — está nas feiras de produtos naturais das cidades nordestinas.
Minas Gerais: queijo artesanal
O queijo minas artesanal — produzido em alambiques e curado por pelo menos 17 dias — é um patrimônio gastronômico reconhecido pela UNESCO. Cinco regiões de Minas têm indicação geográfica: Canastra, Serro, Campos das Vertentes, Cerrado e Araxá. Cada uma tem características de sabor diferentes por causa do terroir do pasto. Compre diretamente do produtor ou em empórios certificados.
Amazônia: cumaru e castanha
O cumaru é uma semente amazônica com sabor de baunilha e amêndoa que é muito usado em parfumaria europeia mas pouco aproveitado na gastronomia brasileira. Adicionado a cafés, cremes e sobremesas, tem um perfume que o extrato de baunilha industrial não tem. Castanha-do-pará fresca (e não a murcha e rançosa dos supermercados) se encontra nas feiras de Belém e Manaus.
Encontre empórios, produtores locais e mercados regionais no Guianeo.
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