A comida mineira não é "comida do interior do Brasil". É uma culinária completa, com lógica própria, ingredientes específicos e uma relação com o tempo de preparo que a cozinha rápida não consegue imitar. Entender isso é o primeiro passo para comer bem em Belo Horizonte.
O que é obrigatório pedir
O tutu de feijão é o prato que mais divide quem vem de fora. É feijão engrossado com farinha de mandioca, servido com couve refogada, torresmo e arroz. Parece simples. A diferença entre um tutu mediano e um tutu excelente está no tempero e no ponto do feijão — e você só aprende a diferença comendo os dois.
O frango com quiabo é outro prato que BH prepara de um jeito que Brasília, SP e Rio não conseguem replicar com a mesma precisão. O quiabo é o segredo — tem que estar no ponto certo, sem baba, sem estar borrachudo.
Onde comer no Mercado Central
O Mercado Central de BH tem boxes de comida que funcionam desde o almoço. Os melhores pratos estão nos boxes sem cardápio elaborado e sem mesa com toalha — o tipo de lugar onde você pede o que o cozinheiro está preparando naquele dia.
O pão de queijo
O pão de queijo de BH é diferente de qualquer pão de queijo que você comeu fora de Minas. Menor, mais denso, com casca mais fina e interior puxento. As padarias do bairro Funcionários e da Savassi têm o padrão correto. O das redes de fast food é outra coisa.
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