O acarajé é o símbolo, mas é só a entrada. A comida de rua do Nordeste tem uma profundidade que a maioria dos turistas não chega a explorar porque fica presa nos pratos mais conhecidos. Esta lista vai além do óbvio.
Acarajé em Salvador
O acarajé de qualidade fica nas baianas do Pelourinho e do Rio Vermelho, não nos restaurantes. A baiana do Largo do Farol da Barra tem fila nos fins de semana por uma razão: o dendê está no ponto certo e o camarão seco é generoso. Peça com vatapá, caruru e camarão — não peça "só o bolinho".
Tapioca em Fortaleza
O Centro Dragão do Mar tem barracas de tapioca com recheios que vão do básico (queijo e manteiga) ao elaborado (camarão com catupiry). A tapioca nordestina é feita na hora, numa chapa quente, e tem uma textura que a versão industrializada não tem. Coma quente.
Carne de sol no Piauí
A carne de sol piauiense é curada em sal grosso por horas, depois assada ou frita. Servida com macaxeira cozida e manteiga de garrafa. Nos açougues e restaurantes populares de Teresina, é o almoço mais barato e mais saboroso que você vai encontrar.
Mungunzá e canjica
Na época das festas juninas (junho e julho), os tabuleiros de doces e bebidas quentes aparecem nas calçadas de todo o Nordeste. O mungunzá (milho branco com leite de coco e canela) e a canjica são as opções mais comuns — e mais diferentes de qualquer coisa que você come no resto do ano.
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