São Paulo não é a capital do Brasil, mas é a capital gastronômica. Nenhuma outra cidade do país concentra tantas culinárias, tantos chefs premiados e tanta diversidade de preço num espaço geográfico tão acessível. O problema é exatamente esse: são mais de 15 mil restaurantes, e saber por onde começar não é óbvio.
Esta lista não é um ranking. É uma seleção de casas que representam cada pedaço da cena paulistana — do boteco de bairro ao restaurante com estrela Michelin — e que valem a visita independentemente do orçamento.
Para comida japonesa: o bairro da Liberdade
A Liberdade tem a maior comunidade japonesa fora do Japão. As izakayas e lanchonetes de ramen da Rua Galvão Bueno têm filas no almoço mesmo em dia de semana. Não são as versões caras dos restaurantes japoneses sofisticados de Pinheiros — são os lugares onde os próprios japoneses e nikkeis da comunidade almoçam.
Para churrasco: os rodízios do Tatuapé
O Tatuapé tem uma tradição de churrascarias que o resto de SP não reconhece o suficiente. Os rodízios do bairro têm qualidade de corte e quantidade de carne que as versões das regiões mais nobres não conseguem igualar no mesmo preço.
Para fine dining: Pinheiros e Vila Madalena
A Rua Peixoto Gomide e arredores concentra restaurantes onde chefs com passagem em cozinhas europeias trabalham ingredientes brasileiros com técnicas aprendidas fora. São lugares para ocasiões especiais, com reserva obrigatória e tickets médios que partem de R$200 por pessoa.
Para comida de rua: a Feira da Liberdade aos domingos
A Feira da Liberdade acontece todos os domingos e tem bancas de comida japonesa, pastel, yakisoba e doces que você não encontra em restaurante nenhum. Chegue antes das 10h para pegar os itens mais procurados antes que esgotem.
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